Sábado.
O vento batia na janela como doçura em pele.
A noite estava fria, mas o coração acelerado o deixava quente.
Janelas abertas, uma rodinha no tapete, uma garrafa vazia.
Seres perturbados, garrafas de whisky, copos cheios.
Fumaça doce com o gosto do veneno.
Mentes unidas com más intenções.
A noite nos esperava.
Rock nos ouvidos e nas veias.
Abalando a noite para o diabo se sentir confortável.
Algumas visitas, ritual dos sábios.
Papos para os anjos ficarem longe e os desesperados chegarem.
Quando o sangue corria por ser apenas álcool vermelho, bem, estávamos prontos.
Saímos a rua a procura de mais vitimas
Paramos em um bar, para uma cerveja amanteigada...
Minha mente rodava e assim começava a guerra dos dragões.
Eu olhava para destruir.
Ele olhava para escapar.
Ela não olhava porque estava dormindo.
Chegava a hora de ir para casa.
Acompanhados, em muitos, chegamos e voltamos a beber;
Deitamos.
Não conseguíamos dormir.
Acordamos, e alguns passaram pela porta dizendo tchau.
Eu voltei a dormir dizendo:
Eu sei o que vocês fizeram no sábado passado.
Muaháhá...
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