domingo, 21 de julho de 2013

A morte falou comigo.



Estou aqui
Sentada em uma cama de hospital 
Olhando pras paredes brancas e sentindo o frio dos lençóis brancos
Estou com uma agulha no braço
Conto cada gota que passa por esse cano embriagando minhas veias 
Choro
Sei porque vim parar aqui, mas, não quero sair.
Durante a noite a morte me visitou
Sentou em minha cama, ao meu lado e disse:
Vamos conversar, você precisa de minha ajuda.
Parei para ouvir sua conversa fúnebre...
Diga-me morte o que tem para mim.
Então ela diz:
Tenho pra você o fim do teu próprio fim.
Começou no fim, viveu no fim, se manteve no fim.
Teve a chance de ser feliz, e por mais uma vez, foi ao fim.
E agora, estou com você para o fim dessa história.
Venha comigo, caminhe pela escuridão, viva morta comigo.
Seja feliz com a tristeza, seja feliz com sua dor
Aceite tudo e seja como eu: morte.
Não queira ouvir opiniões, não queira voltar a dores passadas.
Viva uma vida comigo: morta.
Então, depois de tanto ouvir, olho para o único ponto de sombra que senta em minha cama.
Respondo:
Sim, quero fim, quero morte, quero morta.
Mas quero que meu único ponto de felicidade se lembre de mim: morta.
E eu quero lembrar de mim mesma como o fim do fim.
Fim.

 
 

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