sexta-feira, 19 de julho de 2013

A dama Cinzenta



Por trás dos meus cabelos vermelhos, vi a escuridão...
Imensa, nula, cinzenta.
Sozinha tentando segurar meus medos,
Fugi, fechei a porta, sentei.
Acendi meu cigarro, respirei...
Disse: tudo vai dar certo! 
A chuva fazia cena para meu desespero,
O frio fazia amizade com a minha alma.
Assim cantei delírios pra não me sentir tão só.
Olhava para todos os cantos como se alguém pudesse falar comigo...
Eu respondia.
Deixei cair algumas lágrimas sobre minha pele
Congeladas, riram do que fizeram comigo
Piada engraçada, começei a rir
Pego a dor, chuto pra escuridão e digo: foda-se. 
Tiro o cabelo cor de fogo dos olhos
Dou uma risada de canto
Olho pra escuridão e digo:
Piada sem graça que não merece meus risos...
Vou pra casa,
Encher meus olhos de rimel
Rir de mim mesma na frente do espelho.
Mexer no cabelo e falar: como estou fofa hoje.
Vou sair
Tomar umas cervejas
Contar umas piadas
Deitar na cama em um ombro desconhecido
Borrar o rimel
Bagunçar os cabelos
Ficar com cheiro de amor.
Vou me divertir pra rir da dor.
A escuridão me acompanha...
Escondendo alguns segredos.

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