quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Nostalgia.



Morrendo lentamente, completamente sozinha
A esperança se foi, as sementes foram semeadas
Outro dia sem um contato
Outro amanhecer apenas com o anoitecer (sem dormir)

Mas às vezes me recordo
Para a felicidade dos sonhos lânguidos
Para minhas memórias preciosas
Para os mistérios de tudo o que eu nunca tinha visto (eu durmo)

Morrendo lentamente a cada dia
E cada cor desbota para cinza
Eu ando nas paredes do abismo infernal
A cada trilha, vou persistir (chorando)

Porque você não pode me ouvir?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Arrependimento



A terra estava quente ao esperar as minhas lagrimas para acalma-la
Era aquilo ou nada mais iria salva-la
Lembro todos os dias o porque fiz lagrimas cairem dos meus olhos
Não, não me arrependo em momento algum das queimaduras que elas me causaram
Meu coração pode não ser tão forte, mas meu amor um dia foi 
Até eu perceber o quanto isso não faz diferença alguma
Ninguem presta, ninguem existe
É tudo um joguinho da vida pra sua alma ficar atormentada 
Atormentada pra toda a vida
Pra depois chorar lagrimas de sangue no tumulo de quem um dia precisou de você
É triste, mas assim todos querem que a vida acabe
E é assim que eu vou voltar do inicio e fazer todos sofrerem
Sofrerem pra depois sentirem minhas lagrimas de alegria cairem sobre seus tumulos

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Noite, linda noite.





Pensando agora com minha xícara de café e meu maço de cigarros, penso o quanto a noite faz sentido pra uma pessoa que vive acordada com ela. Passando os dias em claro, vejo como a noite se encaixa perfeitamente a minha alma noturna, sai correndo e assombra tudo o que vê, toma espaço e faz todos dormirem por medo.  É estranho quando você olha pela janela e vê as ruas vazias, o vento batendo nas árvores, parece que é só você, no mundo inteiro. Você para e começa a pensar, senta, põe seus fones de ouvido com sua musica preferida, e a partir daquele momento, sentindo todo o vento em seu rosto, você acha que pode voar, pular, ou até mesmo sair por ai atravessando paredes.  È a liberdade da noite que não me dá medo, é tão característico de minha parte gostar da noite e sair vagando junto com as almas atordoadas. Não sou apenas eu pela noite, e sim eu e meus amigos acompanhantes, fazendo do medo e da escuridão a própria luz da clara liberdade da alma.