quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Sádica
Você não pode ir embora
Você não pode resistir
Não pode dizer nada
(sádica)
Gosto dos vivos
Amarrados, de olhos vendados
Anestésicos cobrirão a sua dor
Minha mente encobre meus planos
A doçura expande pelo meu corpo
Mas só eu posso prová-lo
Não sou a garota perfeita
O formato curvilíneo de uma boneca não faz parte de mim
Não fui feita ao agrado de todos
Mas fui feita ao meu agrado
Envolvi o meu corpo pelas dores
Aprendi com isso a usar a mente
Cada vez mais, virei cruel
Não queira me usar, isso te levaria a morte
Sou eu que tenho as cordas em mãos
Enigmático ser, esbanjando prazer
Sou um monstrinho bizarro
Isso me dá satisfação
Mente cruel, vício encantador
Onde a escuridão esconde a tenra verdade do ser
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Tormento
Tormento é você saber que nada sabe
Ser marcado, mas ser apenas um hospedeiro
Você não tem um plano, nem um roteiro decente
O velho está morrendo, e o novo ainda está por nascer
Nesse interregno
Aparece uma grande variedade de sintomas mórbidos
Os ventos são contrários
Vozes falam com você, só não sabe da onde elas surgem
Sombras te perseguem
E existe um certo desejo por terror
As vezes o mundo dos vivos se mistura com os mortos
Enlouquecemos
A maior crueldade, é a falsa esperança
Onde o mal é só um ponto de vista
Onde as pessoas mentem a si mesmas a encarar a verdade
As vezes o sacrifício é só uma troca
Posso odiar a vida, mas estou ligada a ela com o ódio
Aconteça o que acontecer, sou o tormento
Onde uma hora será a minha vez de te foder
Sabe qual seria o lado ruim de matar?
Eu só poderia fazer isso apenas uma vez.
E isso me deixaria entediada.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Regna Terrae cantate deo
Psallite dominio
Qui vihitur per calus
Caelos antiquos.
Ecce, edit vocem suam, vocem potentem
Akinoscite potentiam dei.
Mejestas ejus
Et potentiam ejus
In nubibus
Timendus est dues e sancto suo
Dues ipse potentiam
Datet robur populo suo
Benedictus dues.
Nada me afeta
Todas minhas noites são: Devil's Night.
Me torno uma ou mais formas
Tanto líquida quanto gasosa
Tanto corpórea, tanto como uma combinação de todas estas.
É preciso cuidado para me desobrir
Posso me tornar muito mais poderosa sem um anfitrião
Perto de mim mantenha os olhos bem abertos, mas a boca fechada.
Sou um visitante indesejado
Resido em indivíduos
Possessão da alma, comando seus gestos
Eu tomo as habilidades do indivíduo
Você pode não saber se acredita no que posso fazer
Mas agora você está com medo
E agora você não pode mais não acreditar no que posso fazer.
Corpus Hermeticum
O primeiro tormento é este de não saber
O segundo, mágoa.
O terceiro, intemperança.
O quarto, concupiscência.
O quinto, injustiça.
O sexto, avareza.
O sétimo, erro.
O oitavo, inveja.
O nono, perfídia.
O décimo, raiva.
O décimo primeiro, Imprudência.
O décimo segundo, malícia.
São 12 tormentos, mas existem ainda muitos sob estes.
E passando através da prisão do corpo, eles forçam o homem a sofrer.
Pelos cabelos desgrenhados descobri.
Pelos meus cabelos desgrenhados descobri
Que não posso mais viver no mundo real
A música move meus passos desesperados
E dão tom ao desastre da vítima.
Disaster Victim.
Apesar de eu rever meus erros
Vi que não me importo com eles
Vivo em um mundo onde não há necessidade dessa importância.
A música dá o tom para meus pensamentos
O som inquieto desperta minha alma vingativa
Rostos apetecem meu gosto por descobertas
Eles me dizem quem são, me dizem como afeta-los
Tenho o tom na palma das mãos
Eu faço dançarem minha música
Minha caixa de brinquedos.
Sádica, experiente, não tenho currículo para matadora de aluguel
Segredos andam comigo, mas me tornam quente
Fogo apetece meu desejo de queimar alguém
Fui esmagada pelos pecados, mas convivo com eles
Meu rosto esconde quem sou
Mas meu corpo mostra quem eu deveria ser
Minha mente me perturba, mas ela sabe conversar comigo
Ninguém saberá a letra da minha música
Siga meu som, mas não se perca nele
Sou uma entrada sem saída
Sou o fogo do próprio inferno.
Se queime
Mas sobreviva.
sábado, 21 de dezembro de 2013
Negra como a noite.
Mais uma noite se passou
Tentei entender minha mente perturbada, mas novamente ocorreu um erro.
Passei novamente por sentimentos de erros, de dores, e percebi que nada resta a não ser virar alternativa.
Os tropeços e erros me fizeram perceber que nada mais resta a não ser sombras.
Apesar delas me perseguirem boa parte do meu tempo, eu resisto.
Uma hora haverá dignidade de uma boa alma humana que entenderá meu ser
Difícil sentir, difícil esquecer, o jeito é levantar a cabeça e ir para frente.
Não se pode controlar os erros, mas você pode suporta-los.
A mente fraca domina as pessoas, e elas não se dão conta de que isso as afeta.
Apesar de me afetar, um pouco, o jeito é eu continuar sendo Ana.
Apesar da depressão bater em minha porta o mínimo que posso fazer é lhe oferecer um whisky.
Somos tão novos pra sair as noites e chorar.
Noites são a abertura para o além, é negra, vingativa, sedutora...
Olhe para cima, dê risadas das coisas, de todas as coisas, sofra, mas dê risadas desse sofrimento.
Aproveite a noite para sorrir, seduzir, e saber que apesar do negro da noite, algo brilha.
E esse brilho só pode surgir de você mesmo.
Tão negra quanto a noite eu me rendi, e me renderei ainda mais se alguém tomar conta do meu ser.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Dois Judeus caminhando em um bar...
Há muito tempo não escrevo...
Não sei o que houve comigo, talvez meus dramas tenham acabado, e eu comecei a ver o lado bozo da vida...
Mas a loucura permaneceu.
Saídas em sexta me deixaram mais, doida!?
Sim, coisa obvia da minha vida.
Encontrei pessoas diferentes, uma vida muito mais louca do que já imaginei.
Um judeu com um bolso mágico.
Um frenético em supernatural.
A menina punk mais foda do mundo.
Um dançarino de blinkduu.
Um cara que ama músicas bizarras irlandesas.
Tudo incrível.
Passo a sexta tentando entender de onde saí as garrafas daquele maldito bolso...
Caminhando por aí, sentamos pegamos um violão e tudo começa...
Pink Floyd
Epica
Tudo rola ao mesmo tempo.
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