sexta-feira, 26 de julho de 2013

Delírio.


Negro como a noite quando me rendi
Eu pendi para o lado mais fraco
Agora que estou vazia, meus sonhos uma vez foram muitos.
As almas lançam um lamento para libertar o divino
Quando você pensa que não há saída
E tudo o que você vê colide
A esperança no fim perseguirá todos seus medos
Combater a origem não era recomendado
Trilhas de um desejo onde a esperança sobreviveu
Peles completamente em chamas, liberam bolas de cristal
Tudo isso levou a uma profunda queda
Espero que o sorriso mostre a esperança
Perdendo minhas razões, não resta o que crer
Deixo o obscuro como um meio de escapatória
O núcleo foi abalado. não há mais dor para me quebrar
O tempo já começou, e eu desejo despertar
Dias obscuros atrás de mim
Não irão mais me seguir
Apenas uma outra noite em um outro tempo.
 

domingo, 21 de julho de 2013

A morte falou comigo.



Estou aqui
Sentada em uma cama de hospital 
Olhando pras paredes brancas e sentindo o frio dos lençóis brancos
Estou com uma agulha no braço
Conto cada gota que passa por esse cano embriagando minhas veias 
Choro
Sei porque vim parar aqui, mas, não quero sair.
Durante a noite a morte me visitou
Sentou em minha cama, ao meu lado e disse:
Vamos conversar, você precisa de minha ajuda.
Parei para ouvir sua conversa fúnebre...
Diga-me morte o que tem para mim.
Então ela diz:
Tenho pra você o fim do teu próprio fim.
Começou no fim, viveu no fim, se manteve no fim.
Teve a chance de ser feliz, e por mais uma vez, foi ao fim.
E agora, estou com você para o fim dessa história.
Venha comigo, caminhe pela escuridão, viva morta comigo.
Seja feliz com a tristeza, seja feliz com sua dor
Aceite tudo e seja como eu: morte.
Não queira ouvir opiniões, não queira voltar a dores passadas.
Viva uma vida comigo: morta.
Então, depois de tanto ouvir, olho para o único ponto de sombra que senta em minha cama.
Respondo:
Sim, quero fim, quero morte, quero morta.
Mas quero que meu único ponto de felicidade se lembre de mim: morta.
E eu quero lembrar de mim mesma como o fim do fim.
Fim.

 
 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A dama Cinzenta



Por trás dos meus cabelos vermelhos, vi a escuridão...
Imensa, nula, cinzenta.
Sozinha tentando segurar meus medos,
Fugi, fechei a porta, sentei.
Acendi meu cigarro, respirei...
Disse: tudo vai dar certo! 
A chuva fazia cena para meu desespero,
O frio fazia amizade com a minha alma.
Assim cantei delírios pra não me sentir tão só.
Olhava para todos os cantos como se alguém pudesse falar comigo...
Eu respondia.
Deixei cair algumas lágrimas sobre minha pele
Congeladas, riram do que fizeram comigo
Piada engraçada, começei a rir
Pego a dor, chuto pra escuridão e digo: foda-se. 
Tiro o cabelo cor de fogo dos olhos
Dou uma risada de canto
Olho pra escuridão e digo:
Piada sem graça que não merece meus risos...
Vou pra casa,
Encher meus olhos de rimel
Rir de mim mesma na frente do espelho.
Mexer no cabelo e falar: como estou fofa hoje.
Vou sair
Tomar umas cervejas
Contar umas piadas
Deitar na cama em um ombro desconhecido
Borrar o rimel
Bagunçar os cabelos
Ficar com cheiro de amor.
Vou me divertir pra rir da dor.
A escuridão me acompanha...
Escondendo alguns segredos.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário, no devido espaço do Tempo!



Tentando ver a vida como uma verdadeira criança brincando com brinquedos (?), faço o jogo do meu jeito.
Manipulo minhas marionetes;
Corto as suas cordas;
As vezes apenas jogo seus corpos na fogueira;
Sim, é prazeroso.
Ver queimando, ouvir seus gritos, sentir a fumaça como um doce perfume...
Querem falar o quanto sou diferente;
Confusa;
Estranha;
Bem, garotas suicidas não escondem o que são...
Nós mostramos!
Podem falar o quanto sou uma má influência, porque acima de tudo sou má. Muito má.
Podem falar o que quiserem, adoro ouvir...
Falem na minha frente, olhando pros meus olhos, veja e sinta o medo que ele causa.
Tragam as provas, iniciem o jogo...
Leia as regras, se arrisque!
Se não souber entender, foda-se! Game over!
Verdadeiro labirinto sem saída...
Verdadeira metamorfose do medo...
É Morte e prazer escondidas atrás de olhares.
Saiba escolher...
Afinal, estou te perseguindo...
E como a morte, eu venho a teu encontro!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Sono.



O sono fala comigo.
E ele diz: Durma, durma, durma.
Mas meu corpo diz: fique acordada, você dormiu por dois dias.
Enchendo meu corpo de cafeína, taurina, e o escambau. Nada ajuda.
Se eu dormir, vou acordar e o sono vai falar: durma de novo.
E eu perderia mais um dia.
Quero fumar, mas o frio não deixa.
Quero ficar acordada, o sono não deixa.
Quero comer, mas não quero mais.
O que eu sou: bipolar.
O que eu quero: dormir.
Quando quero: não quero mais!

Eu sei o que vocês fizeram no sábado passado.. (foi ontem, mas ok)


 Sábado.
O vento batia na janela como doçura  em pele.
A noite estava fria, mas o coração acelerado o deixava quente.
Janelas abertas, uma rodinha no tapete, uma garrafa vazia.
Seres perturbados, garrafas de whisky, copos cheios.
Fumaça doce com o gosto do veneno.
Mentes unidas com más intenções.
A noite nos esperava.
Rock nos ouvidos e nas veias. 
Abalando a noite para o diabo se sentir confortável.
Algumas visitas, ritual dos sábios.
Papos para os anjos ficarem longe e os desesperados chegarem.
Quando o sangue corria por ser apenas álcool vermelho, bem, estávamos prontos.
Saímos a rua a procura de mais vitimas
Paramos em um bar, para uma cerveja amanteigada...
Minha mente rodava e assim começava a guerra dos dragões.
Eu olhava para destruir.
Ele olhava para escapar.
Ela não olhava porque estava dormindo.
Chegava a hora de ir para casa.
Acompanhados, em muitos, chegamos e voltamos a beber;
Deitamos.
Não conseguíamos dormir.
Acordamos, e alguns passaram pela porta dizendo tchau.
Eu voltei a dormir dizendo:
Eu sei o que vocês fizeram no sábado passado.
Muaháhá...