segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
O fim.
Trancada em um quarto escuro, vejo o vagar do meu próprio isolamento
Ele me arrepia
É como inocência quebrada em um mundo de malicias
É terrivel como um coração é capaz de aguentar tanto sangue rodando como porcelana em veias tão retraídas...
Força era a única coisa que apenas passava pela mente, pois o meu corpo, o meu corpo estava tão quebrado quanto nevar em um dia escuro e extremamente trágico.
Achar a luz nesse burraco tão profundo era como procurar uma agulha enfiada no meio do mundo, no meio do mundo destruído por pesadelos consolidados pela alma.
Agora foi fundido em meu coração a porcelana quebrada, em motivo de ainda rir da presença de sangue...
A luz que eu achei ter visto, era passagem de uma nevoa vermelha consumida pelo meu coração, assombrada pelo meu ultimo desejo de ainda confiar na felicidade.
Cai e cai mais um pouco, agora sou eu e o isolamento, arrepiando meus ultimos restos de alma que vagam por ai.
E a história termina em páginas negras, marcadas por sangue e o frio da neve trágica.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Tudo uma hora acaba
É outono e as folhas estão caindo
Todo o amor morreu na terra
O vento está chorando lágrimas cheias de tristeza
Meu coração nunca mais vai esperar por uma nova primavera
Minhas lágrimas e minhas tristezas são todas em vão
Pessoas são cruéis, gananciosas e más…
O amor morreu!
O mundo chegou ao seu fim, a esperança deixou de ter sentido
Cidades estão sendo destruídas, os projéteis estão fazendo música (*)
Os prados são tingidos de vermelho com sangue humano
Há pessoas mortas nas ruas em todo lugar
Eu direi outra oração silenciosa:
Pessoas são pecadoras, Senhor, elas cometem erros…
O mundo acabou!
Pessoas são cruéis, gananciosas e más…
O amor morreu!
O mundo chegou ao seu fim, a esperança deixou de ter sentido
Cidades estão sendo destruídas, os projéteis estão fazendo música (*)
Os prados são tingidos de vermelho com sangue humano
Há pessoas mortas nas ruas em todo lugar
Eu direi outra oração silenciosa:
Pessoas são pecadoras, Senhor, elas cometem erros…
O mundo acabou!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Maldito palhaço.
O
satânico bobo da corte gargalhava e ria, ria, ria... Seu macabro
sorriso, como se não houvesse amanhã ou se soubesse o resultado da
loteria.
Sarcástico membro da ordem dos letárgicos, estes que nem sabem o final do jogo.
E comemoram a vitória dos adversários.
Lunático pretoriano dos caminhos da felicidade alheia, esta que não tem dono
Então, toma de assalto e a leva consigo.
Macaco malabarista urbano de sábado à noite, que no trânsito vagueia sem rumo.
Vindo do nada e indo para o ontem.
Párea mameluco semiólogo guardião da insanidade humana, essa peça rara da vida.
Que dela nada leva e nada traz.
Símbolo da mesma moda mundana que rege os infiéis, que com seus cordões e anéis.
Levitam na massa molecular misógina das mentes.
Mandarim armado de sândalo e finos fios de doces melados, mimos moles e mais.
Sabores divinos e matérias austrais.
Bufão
presidencial carregando o poder de gerir nossas risadas, estas que saem
sem querer. Mão na barriga e boca aberta até doer.
Parte do mesmo show que a ditadora lona encerra, misto de etéreo imagético com a.
Verdade absoluta.
Um paradoxo transvestido em cores alegres para esconder a cinza síntese mundana que descreve o homem desde seu início
Viva a vida sorrindo e morra sozinho em silencio.
O livro de mozilla.
E quando a besta tinha tomado um quarto da terra sobre seu domínio,
Um quarto de sem pássaros de enxofre voou das profundezas...
Os pássaros cruzaram centenas de montanhas e encontraram vinte e quatro homens sábios que vieram das estrelas...
E então começou, os crentes se atreveram a ouvir.
Em seguida, pegaram suas canetas e se atreveram a criar.
Finalmente, eles ousaram compartilhar seus escritos com toda a humanidade...
Espalhando palavras de liberdade e rompendo as correntes, os pássaros trouxeram libertação para seu povo.
O livro de Mozilla.
Por fim, a criatura sucumbiu e os infieis regozijaram-se.
Porém nem tudo fora destruído, pois da cinza ergueu-se um imponente pássaro.
O pássaro mirou os infiéis e lançou sobre todos fogo e o trovão.
A criatura renascera com forças renovadas
E os dicípulos de Mamon encolheram-se horrorizados.
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